A iluminação é de grande importância para a sociedade e a maioria das pessoas sabem disso, contudo você conhece sua história? Como ela era usada nos primórdios da humanidade e sua evolução até os dias de hoje? Hoje nós traremos uma luz em forma de linha do tempo sobre esse assunto. 

PRÉ-HISTÓRIA

Fogueira

Antes de dominar o fogo, o ser humano dependia inteiramente da luz natural proveniente do sol e da lua . Na Idade da Pedra Lascada houve uma grande descoberta que mudou tudo e iniciou a história da iluminação, o fogo. Com as fogueiras o homem foi capaz de iluminar as noites, se aquecer e cozinhar a carne dos animais que caçavam. 

Uma grande evidência do domínio do fogo são as artes rupestres encontradas em cavernas e lugares em que a luz do sol não alcança. Porém não existem muitos registros dessa história iluminada durante o Paleolítico.

Tochas

O primeiro artefato que foi criado para locomover a iluminação, na antiguidade, o fogo, foram as tochas. Elas foram desenvolvidas pelos egípcios, fenícios e babilônios, eram feitas de madeira, cipó e resina. 

As tochas eram presas em suportes e posicionadas nas paredes dos ambientes, assim trazendo a luz durante as noites e em locais fechados.

Lucernas

As lucernas vieram logo depois das tochas e foram as primeiras velas da história que se tem registro. Seu formato lembra um bule raso, pois tem a forma arredondada com um bico na ponta, por onde saiam as chamas, algumas possuem alças no lado oposto a sua parte pontuda. O elemento mais importante das lucernas é o reservatório de combustível, sua parte redonda. 

Sua confecção inicialmente foi feita com pedra, porém poderia ser produzida também com chifres de animal e conchas marinhas. Mais para frente com a descoberta do barro ficou muito mais fácil de produzi-las e manipulá-las.

O combustível das lucernas era feito com gordura animal e fibra vegetal em estado líquido, contudo a gordura animal deixava um cheiro muito ruim nos ambientes. 

Você pode encontrá-las atualmente em exposições e ver de perto como era feita a iluminação nos grandes impérios da antiguidade, por exemplo, o Império Romano e também na Idade Média, neste período as velas eram consideradas artigos de luxo, porque não existia sua produção em larga escala, assim seu custo era elevado e apenas pessoas de classes mais altas possuíam esse artefato.

300 a.C

Candelabro

O candelabro pode ser considerado como o primórdio das luminárias modernas, ele é um suporte com nove braços para velas. Inicialmente, era construído de ouro batido, maciço puro, mas atualmente é feito de metal.

A história judaica conta que foi construído por Moisés, o significado por trás do candelabro é contato através de uma lenda judaica, em que quando o exercito judeu retornou ao templo lá só possuía um frasco de óleo  de oliva, que era suficiente para apenas uma noite, porém esse óleo durou o necessário para oito vezes, o oitavo dia é a festa das luzes comemorada até hoje.

A produção das velas com cera de abelha começou na Inglaterra, e conforme já contamos, era uma opção bem melhor que as gorduras animais, pois seu cheiro era melhor e não ruim como o da vela produzida com gordura animal.

SÉCULO XIX

Lamparina

As lamparinas são a evolução da vela, eram produzidas com óleo de baleia e posteriormente com a descoberta do petróleo começou-se a usar o querosene, que acabou sendo uma fonte de iluminação mais barata.

Sua produção era feita com um recipiente onde colocavam o combustível com um pavio encravado em um pedaço de cortiça que gerava a chama.

Lampião

No Brasil, a iluminação pública começou com os lampiões, que podemos considerar como o tataravô das lâmpadas como as conhecemos hoje. O lampião foi produzido com uma base de metal e uma moldura de vidro.

Inicialmente, o combustível usado para criar luz era à base de azeite de mamona, óleo de baleia ou peixe. Para realizar a iluminação, o lampião possuía suportes de metal, que eram pregados nas paredes externas das casas por longos braços de metal.

Iluminação à gás

No Brasil, os lampiões que eram abastecidos com óleo de animal ou planta começaram a gerar luz com o uso do gás nas décadas seguintes a 1829. 

Para a iluminação a gás utilizam combustíveis com base de querosene, diesel e, às vezes, até mesmo butano, nafta e propano, contudo não era algo muito seguro.

A potência de iluminação gerada a partir do gás era bem melhor, por causa da circulação de ar dentro dos artefatos. Além disso, algumas lâmpadas a gás tinham sistema de válvula, permitindo maior ou menor passagem de ar, resultando em potência de luz maior ou menor.

Apenas em 1870, começou a construção da primeira fábrica de gás, hoje tombada como patrimônio, fica localizada no Brás e é conhecida como Casa das Retortas, porém a chegada da iluminação a gás não substituiu completamente e nem de imediato a iluminação com óleo de baleia.

Iluminação elétrica

Em 1879, Thomas Edison inventou a lâmpada incandescente através de uma corrente elétrica que passava por um filamento de carbono dentro de uma ampola de vidro. A partir disso conseguiu compor uma iluminação de longa duração.

A primeira lâmpada elétrica possuía a forma de uma pera e tornou-se essencial nas casas e ambientes em geral, deixando o mundo mais iluminado.

Em São Paulo, uma grande transformação gerada pela urbanização das cidades e o aumento populacional, expandiu a demanda por energia. Isso gerou uma competição entre a iluminação a gás e a elétrica com a chegada da Light em 1899.

A iluminação a gás teve uma vitória temporária em 1902, graças a transformação dos lampiões que usavam óleo como combustível para aqueles que utilizavam gás incandescente, pois cresceu consideravelmente o número de lampiões a gás nas ruas.

A partir de 1906, a iluminação elétrica teve uma sucessão de vitórias. Primeiro com um contrato particular firmado entre a Light e negociantes da Rua Barão no Centro, em 1907 houve um abaixo-assinado para que a iluminação elétrica fosse mantida e instalada nas festividades. E em 1911, a Light firmou contrato com a Capital, implementando dessa forma a iluminação elétrica em avenidas.

SÉCULO XXI

Diferente de quando a iluminação elétrica foi descoberta, atualmente nós temos mais de um tipo de lâmpada elétrica, sendo a Incandescente a primeira a ser inventada por Thomas Edison.

Logo em seguida veio a lâmpada fluorescente, que foi inventada por Nikola Tesla, sua constituição é a partir de quatro elementos: tubo de vidro, dois eletrodos, mistura de gases e o material que reveste o tubo por dentro.

Contudo a lâmpada mais eficaz não é nenhuma das anteriores, mas sim o LED. Sua história começa em 1907, se você tem interesse em entender melhor essa caminhada pode conferir nossa matéria sobre a origem do LED.